"Desapegar: remover da sua vida tudo que torne o seu coração mais pesado."

Isabela Freitas - Não se apega, não (via b-atriiz)

(via super-emocional)

a RED lipstick.

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(Source: cakedupmakeup, via toxic-ego)

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Vertical nature

~My Hidden Nirvana~

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(via indieminduk)

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"Tem algum pedaço de infinito correndo em mim.
Tem um pedaço de mim que se constrói e me desfaço, de tal modo que não me acho.
Gosto de como um pedaço se transforma e me acalenta. Gosto dos passos lentos, gosto do prazer e da concretude. Gosto dele.
Gosto do teu modo que me inquieta, me desafia. Gosto de mim assim, desgostando dele. Gosto da raiva e do enojamento. Gosto do desgosto.
Tenho me perguntado se isso não me pareceria um desgaste mental. Não sei bem ao certo. Sei que não há nada nele que me pareça certo. É incerto, e assim gosto, assim acho esperto.
Tem um muro que separa palavras, mas gosto delas bem juntinhas, perto de uma lareira num inverno, assim como me vejo quente por dentro.
Me vejo e gosto do que vejo.
É, gosto de me ver me vendo e gostando.
Gosto do pedaço de céu que tem em mim. Gosto das palavras soltas. Gosto assim.
Gosto enfim, em mim, sem fim. Confins."

Poetizar-te com Lídia Costa sobre: Colchas de Retalhos

coracaodarkroom:

Infiltração

Você
Feito balde
Recebia
Todo amor
Que pingava
Fora
De mim.

(Marcelo Oriani)

Olha, se eu pudesse eu caminhava para sempre. Caminhar, sabe? Caminhar mesmo, para além das figuras de linguagem. Caminhar de fato. Andar, um pé depois do outro, num chão de pedra sob o sol, sob a lua, na chuva, no vento, até o fim do mundo. Até não haver mais tempo, mais fôlego. Até não haver mais para onde ir.

Andar em frente, sempre, olhar adiante e para o alto mas mirar também, aqui e ali, um lado e outro do caminho, buscando boas lembranças à espera de quem as colha com os olhos e as acolha nos bolsos, como frutas maduras para descascar depois.

É por isso que, a você e a mim, um longo e proveitoso seguir em frente há de ser sempre o melhor estado. Que você e eu caminhemos até o tempo e o espaço de não mais existir. Que sejamos tocados pela graça do movimento e o desejo inadiável de tocar os pés no solo e seguir.

Pisar a grama fria das manhãs mais claras, guardar paisagens mornas, alaranjadas, de tardinhas luminosas, desviando de um buraco aqui e ali, respirando fundo. Que além das substâncias químicas liberadas no organismo de quem se exercita e se movimenta, o andar em frente nos libere o olhar. E que o olhar nos leve voando para bem mais longe, para além dos cantos aonde chegam os pés.

Assim, batendo pernas pelo mundo, resgataremos esquinas perdidas no aqui dentro. Aquele relâmpago lá longe, um cheiro de chuva distante, um vento de boa aventurança. Vento de festa. Brisa de alegria. Vozes e risos de tardes idas. Andar nos manterá de pés firmes sobre a vida, juntos, celebrando nosso estar aqui.

Enquanto andamos, o sol nos queima, a brisa nos sopra, a lua acende sobre nós a noite em sua alegria de lâmpada nova, supernova. Caminhando, suamos nossos venenos, purgamos nossas dores, amansamos nossas distâncias, perdemos velhos medos no caminho. Andando, não tememos mais a morte e a vida se torna uma estrada sem fim, que recomeça e se fortalece em seu passo a passo eterno.

Caminhar. Caminhar até para lá da curva da estrada, caminhar em companhia amiga. Caminhar.

E quando os tropeções inevitáveis nos sobressaltarem, que nos derrubem mas nos empurrem para a frente, nos arranquem as unhas mas jamais a esperança. Que o tombo seja franco e nos esparrame no solo duro de onde levantaremos mais fortes, a tempo, e retomaremos juntos nosso caminhar para sempre.

Andando, haveremos de ser melhores. Andando, pisaremos terrenos raros, abriremos caminhos novos, deixaremos pegadas claras a quem haverá de nos seguir. E chegaremos, enfim, ao melhor de nós mesmos. Se eu pudesse, eu caminhava para sempre.”

http://www.revistabula.com/3102-andando-chegaremos-ao-melhor-de-nos-mesmos/

"não fosse isso
e era menos
não fosse tanto
e era quase"

Leminski.